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Juros da poupança: entenda como a taxa muda e como calcular o valor

mulher fazendo contas de juros da poupança em notebook com pilhas de moedas e jarro com dinheiro ao lado

A poupança é mais do que apenas uma conta no banco; ela é a primeira escolha de muitos ao começar a jornada para a independência financeira. Este investimento, conhecido por sua segurança, oferece uma porta de entrada para o universo das finanças pessoais. 

O que você vai ver neste artigo:


Entender seus juros é fundamental, não apenas para calcular rendimentos, mas também para reconhecer seu papel em uma estratégia de investimento diversificada.

Por que e como os juros da poupança mudam?

A taxa de juros da poupança, uma dança guiada pela economia do país, reflete diretamente as decisões políticas e econômicas. Compreender essa relação é crucial, pois nos ajuda a visualizar não apenas o desempenho da poupança, mas também a saúde econômica do país. 

A regra que vincula o rendimento da poupança à taxa Selic serve como um termômetro econômico, ajustando-se para manter o equilíbrio entre a atratividade da poupança e outras opções de investimento.

Neste cenário, observar a poupança não é apenas olhar para números em um extrato bancário, mas entender um pouco mais sobre economia e fazer escolhas financeiras informadas. A poupança se torna, assim, uma ferramenta de aprendizado financeiro, um passo inicial importante na jornada de cada investidor.

Como calcular os juros da poupança?

Calcular o rendimento da poupança pode parecer complexo, mas é um exercício de clareza e simplicidade. Ao decifrar esta matemática, desvendamos não apenas o potencial de crescimento de nossos investimentos, mas também adquirimos uma compreensão mais profunda sobre como o ambiente econômico afeta nossas finanças pessoais. 

O cálculo dos juros da poupança no Brasil depende da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. Existem duas regras principais para o cálculo dos rendimentos da poupança, que são determinadas pelo nível da taxa Selic:

Quando a taxa Selic é superior a 8,5% ao ano: os depósitos na poupança rendem 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), que é uma taxa definida pelo Banco Central e que, nos últimos anos, tem sido zero ou próxima de zero.

Quando a taxa Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano: os depósitos na poupança rendem 70% da taxa Selic ao ano mais a TR.

Como Calcular

Para calcular os juros da poupança de acordo com essas regras, você pode seguir os seguintes passos:

Exemplo Prático

Vamos calcular o rendimento para um saldo de R$1.000 na poupança, considerando duas situações:

Esses cálculos fornecem uma visão simplificada dos rendimentos, não levando em conta a variação diária da TR. No entanto, dada a natureza atual da TR, o impacto dessa variação tende a ser mínimo, tornando esses cálculos uma aproximação razoavelmente precisa dos rendimentos da poupança.

Comparativo de rentabilidade: poupança x outros rendimentos

Vantagens e desvantagens da poupança

A poupança, apesar de sua simplicidade e segurança, traz consigo um desafio: a comparação com outras formas de investimento. Este cenário nos convida a refletir sobre nossas escolhas financeiras, considerando não apenas o retorno financeiro, mas também a segurança, a liquidez e o impacto dessas decisões em nossos objetivos de longo prazo. 

A escolha entre essas opções de investimento deve considerar o perfil do investidor, seus objetivos financeiros, sua tolerância ao risco e suas necessidades de liquidez. A poupança, com sua segurança e liquidez imediata, pode ser ideal para quem busca uma opção sem riscos e de fácil acesso. Por outro lado, RDCs, LCAs e CDBs podem oferecer melhores retornos para quem está disposto a assumir um risco ligeiramente maior ou a abrir mão da liquidez imediata em troca de uma rentabilidade superior, sempre observando as condições de cada investimento e a incidência de impostos.

É um convite a ponderar, à educação financeira e a buscar um portfólio diversificado que reflita nossas necessidades e aspirações. Vamos a algumas comparações:

Poupança

  • Rentabilidade: Varia conforme a taxa Selic. Quando a Selic é superior a 8,5% a.a., rende 0,5% ao mês mais TR; se igual ou inferior a 8,5% a.a., rende 70% da Selic mais TR. Geralmente, oferece retornos menores em comparação com outras opções de investimento.
  • Risco: Considerado o mais baixo entre os investimentos, sendo garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$250.000 por CPF e instituição financeira.
  • Liquidez: Imediata, permitindo saques a qualquer momento sem perda de rendimento.
  • Tributação: Isenta de Imposto de Renda (IR) para pessoa física.

Recibo de Depósito Cooperativo (RDC)

  • Rentabilidade: Geralmente oferece taxas de juros pré ou pós-fixadas superiores às da poupança, variando de acordo com o prazo e a cooperativa.
  • Risco: Baixo. Assim como a poupança, é garantido pelo FGC até o limite de R$250.000.
  • Liquidez: Varia conforme o contrato. Alguns RDCs permitem resgate antecipado, mas podem incorrer em perdas.
  • Tributação: Sujeito ao IR regressivo, que diminui conforme o período de investimento, de 22,5% para investimentos de até 180 dias a 15% para investimentos acima de 720 dias.

Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

  • Rentabilidade: Costuma oferecer retornos superiores à poupança, com taxas pré ou pós-fixadas. Isenta de taxas para o investidor.
  • Risco: Baixo. Também garantido pelo FGC até o limite de R$250.000.
  • Liquidez: Geralmente, requer que o investidor mantenha o dinheiro aplicado por um prazo determinado até o vencimento. Alguns emissores podem oferecer LCAs com liquidez antes do vencimento, mas não é a norma.
  • Tributação: Isenta de IR para pessoa física, o que a torna atrativa em termos de rendimento líquido.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

  • Rentabilidade: Varia bastante, com opções que podem oferecer rendimentos significativamente superiores à poupança, especialmente em bancos menores que oferecem taxas mais atrativas para atrair investidores.
  • Risco: Baixo. Protegido pelo FGC até R$250.000.
  • Liquidez: Depende do contrato. Existem CDBs com liquidez diária e outros que só permitem o resgate no vencimento. A escolha afeta diretamente a taxa de rentabilidade oferecida.
  • Tributação: Sujeito ao IR regressivo sobre os ganhos, similar ao RDC.

Alternativas de investimentos financeiros

Explorar alternativas de investimento à poupança abre um leque de possibilidades e desafios. Cada opção vem com seu conjunto de características, riscos e potenciais de retorno. 

Tesouro Direto

Programa de venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, realizado pelo Tesouro Nacional.

  • Vantagens: Segurança elevada, visto que são títulos emitidos pelo Governo Federal. Oferece diferentes tipos de títulos (prefixados, pós-fixados e híbridos) que se adaptam a diversos objetivos e prazos de investimento.
  • Risco: Baixo. Considerado um dos investimentos mais seguros do mercado.
  • Liquidez: Alta. Os títulos podem ser vendidos de volta para o Tesouro Nacional em dias úteis, com liquidação em D+1 (um dia útil após a venda).
  • Tributação: Sujeito ao Imposto de Renda regressivo, de 22,5% a 15%, dependendo do prazo de investimento.

Fundos de Investimento

Pools de recursos geridos por profissionais que investem em uma variedade de ativos, como ações, títulos públicos e privados, e moedas, dependendo do tipo do fundo.

  • Vantagens: Diversificação e acesso a investimentos que podem exigir conhecimento específico ou grandes somas de dinheiro se feitos individualmente. Gestão profissional.
  • Risco: Variável, conforme o tipo do fundo (renda fixa, ações, multimercado, etc.).
  • Liquidez: Variável, dependendo das regras de cada fundo. Alguns fundos permitem resgates diários, enquanto outros têm prazos de carência.
  • Tributação: Variável, mas em geral sujeito ao Imposto de Renda na fonte e/ou no resgate, além de possíveis taxas de administração e performance.

Ações

Títulos que representam uma fração do capital social de uma empresa. Ao investir em ações, você se torna sócio da empresa e pode lucrar com a valorização das ações e/ou recebimento de dividendos.

  • Vantagens: Potencial de alta rentabilidade a longo prazo. Possibilidade de receber dividendos periodicamente.
  • Risco: Alto. O valor das ações pode variar significativamente, e há o risco de perda do capital investido.
  • Liquidez: Alta, para ações negociadas em bolsa. As ações podem ser vendidas durante o horário de funcionamento do mercado.
  • Tributação: Isento de IR em vendas mensais de até R$20.000. Acima desse valor, incide IR de 15% sobre o ganho de capital. Dividendos são isentos de IR para o investidor pessoa física.

Fundos Imobiliários (FIIs)

Fundos que investem em ativos imobiliários, como edifícios comerciais, shoppings, e até mesmo em títulos de renda fixa relacionados ao setor imobiliário.

  • Vantagens: Acesso ao mercado imobiliário com investimento inicial menor. Distribuição de rendimentos isenta de IR para o investidor pessoa física.
  • Risco: Médio. Os rendimentos podem variar conforme o desempenho dos ativos do fundo e o mercado imobiliário.
  • Liquidez: Variável, mas geralmente alta para FIIs negociados em bolsa.
  • Tributação: Isento de IR sobre os rendimentos para pessoas físicas, mas ganhos de capital na venda de cotas são tributados em 20%.

Cada uma dessas alternativas apresenta um conjunto único de características, vantagens e riscos. A escolha do investimento ideal deve considerar o perfil do investidor, seus objetivos financeiros, horizonte de investimento, e tolerância ao risco. É recomendável realizar uma pesquisa aprofundada ou consultar um especialista financeiro antes de tomar decisões de investimento.

Impacto da inflação nos rendimentos da poupança

A relação entre a inflação e os rendimentos da poupança destaca a importância de uma visão estratégica no planejamento financeiro. Este é um jogo de equilíbrio, onde o objetivo não é apenas crescer, mas crescer de forma sustentável, protegendo o poder de compra e assegurando que nossos investimentos reflitam nossas necessidades e objetivos. Este entendimento nos empodera a fazer escolhas mais informadas, buscando não apenas segurança, mas também um crescimento real de nossos recursos.

Este artigo não é apenas sobre juros e poupança; é sobre entender o cenário econômico, fazer escolhas financeiras informadas e aprender a navegar no mundo dos investimentos com confiança. Cada passo nesta jornada nos leva a uma compreensão mais profunda de nossas finanças e de como podemos construir um futuro mais seguro e próspero para nós e para as comunidades das quais fazemos parte.

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